terça-feira, 24 de agosto de 2010

culpa?

Bom, se eu sinto alguma culpa, não é pelo o que faço às escondidas, não é culpa por estar me dedicando a uma experiência oficialmente reprovável : é culpa por não sentir culpa alguma.
Por estar achando tudo condizente com meu grau de exigência em relação ao aproveitamento do meu tempo, condizente com a minha fome,que nunca foi de comida, mas de vivência. A pergunta que mais faço é: pq não? Já chutei o balde mesmo (há muito tempo). Agora quero aproveitar ao máximo essa experiência que eu to vivendo. Pensando bem, eu só tenho 22 anos. Tudo é passageiro. Tudo é perdoável.

Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e sei como funciona a lei das compensações. Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração incluído, consciência concluída. Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja preparando a minha defesa,caso alguma coisa não saia como esperado. O que eu espero? Não espero nada. Espero tudo. Estou à deriva nessa aventura.

Quero olhar pra trás e dizer que eu me joguei, que eu fiz tudo que eu queria. Sim, um pouco egoísta da minha parte pensar assim, mas se for de outra forma eu não vivi, não fui completa. Não se consegue atingir a maturidade se não se tem experiências boas e ruins. Hoje percebo como as ruins são necessárias. Imagina se eu nunca tivesse amado? Se ninguém nunca tivesse me amado? Se eu nunca tivesse me apaixonado repentinamente e vivesse aquilo de forma mais avassaladora possível? Se eu nunca tivesse me machucado? Se eu nunca tivesse decepcionado alguém? Se eu nunca tivesse que pedir desculpas? Se eu nunca tivesse brigado? Se eu nunca tivesse caído de bicicleta? Se eu nunca tivesse feito uma peça sem ensaio? Se eu nunca tivesse bebido e morrido de vergonha no dia seguinte? 

O que teria sido a minha vida afinal? um marasmo sem sentido e sem emoção do qual eu me arrependeria amargamente anos depois. Culpa? Eu? Hoje não. Hoje, eu quero mais é que o mar pegue fogo pra eu comer peixe frito! haha

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