domingo, 29 de agosto de 2010

Intolerância às divergências.

"Metamorfose Ambulante" soa demasiadamente clichê, todavia, não estaria incorreto para descrever quem aqui escreve. De tal forma, me considero a "personificação da contradição". Tenho humildade suficiente para reconhecer que a minha verdade não é, nem de longe, a verdade absoluta. Orgulho-me em ser contraditória e em não ter idéias, vontades, pensamentos, ideologias e crenças cristalizados. Não acredito que nada seja 100% correto ou incorreto (com exceção do racismo, nazismo, bullying e qualquer forma de discriminação, que eu, particularmente, abomino). Acho, que tudo pode ser passível de mudanças em mim. Já mudei tanto e evoluí tanto. Por que não continuar nesse movimento? Mudança faz bem. Me fez bem.

Quem está preso às suas convicções, aos seus dogmas e normas e se esconde atrás da prepotência e da arrogância, nunca irá conseguir tirar a venda, olhar para os lados e enxergar como o mundo é multi e que é preciso respeitar e valorizar as divergências de opiniões, políticas, religiosas, esportivas, sociais, os diversos credos e crenças, linguas, dialetos, cores, culturas, gostos musicais, opção sexual, times de futebol...

Uma coisa que eu acho completamente absurda e sem cabimento são as brigas entre as pessoas de torcida organizada. Completa falta de tolerância, de sensatez, de objetivo de vida. Em São Paulo essa situação já está caótica há um tempo, e o Rio está indo pelo mesmo caminho. Como se a gente não tivesse problema demais pra se preocupar aqui no Brasil: miséria, fome, falta d'agua no nordeste, problemas com transporte, desemprego, criminalidade, dengue, tráfico de drogas, corrupção, sucateamento das instituições públicas, má distribuição de renda etc. sinceramente, pra mim são tudo "uns palhaços e desocupados", que ao invés de estar ajudando esse país em algum sentido, nem que seja cuidando melhor dos seus filhos, dando bons exemplo, trabalhando com empenho, estão se alienando e promovendo o ódio gratuito, a baderna, a sujeira, a destruição. 

Brasileiros, muitos pais de família, maridos de alguém, filhos de alguém, vão pros jogos atrás de briga, de confusão, batem com madeira, com sapato, distribuem socos e chutam até quem já está no chão, por vezes há mortes. E por que? Pela divergência de opinião esportiva. Muitas vidas já se esvairam por essa razão. Não me conformo! Acho esse motivo demasidamente pequeno, diria até pueril para se entrar em uma briga e a partir daí se sujeitar a perder ou a tirar uma vida.

Envergonham os torcedores saudáveis que admiram o belo futebol, que gostam de ir ao estádio com a família, que se arrepiam com o grito da torcida, que vibram, que torcem, que se emocionam quando seu time ganha um título, que se entristecem quando um jogador é expulso, que assistem ao jogo de futebol com prazer, saboreando cada momento de lazer, e, principalmente, que acreditam na união que o esporte pode proporcionar entre as pessoas. Não essa situação desvirtuada de hoje em dia, completamente sem limites e que incita a guerra entre as torcidas organizadas de alguns clubes.

Ás vezes eu fico pensando, que se eu fosse presidente, sei lá, enquanto essas pestes não aprenderem a se comportar, os jogos iam acontecer com as portas fechada. E se eles ameaçassem se rebelar, quebrar bar essas coisas eu ia dizer que ia extinguir o futebol do país. Hitler way of life rs. Dava logo uma ameaçada pra eles ficarem espertos. Pô, eles são viciados nisso, não vão querer pagar pra ver do que eu sou capaz. 
Se meu pai lesse isso, ele ia dizer: "Como você é infantil, minha filha" rs

Puuuuuuuutz, pra variar comecei falando de uma coisa e acabei falando de outra completamente diferente. foco, Raquel, foco. Um dia eu aprendo...

Doente.

Aiii, tô dodói. Mentira, eu não tô dodói, eu tô doente. Eu quando fico gripada ou com febre eu não fico manhosinha não, eu fico é irritada. Quando eu fico doente eu só quero saber de dormir, dormir e ver t.v. 

Odeio que me liguem, principalmente quem tem angú no ouvido e não consegue escutar nada e pede pra eu repetir um monte de vezes. Isso tem o poder de me irritar. Odeio que me liguem me chamando pra sair, me irrita eu não poder ir e me irrita eu ter que explicar tudo, até porque geralmente eu tô grog. Me irrita tomar remédio. Quando meu pai bebe umas cervejinhas na praia ele fica muito implicante, parece até meu irmão - mais novo - e chega em casa, fazendo barulho e implicando comigo só pra me irritar. Também me irrita eu não conseguir dormir por causa do nariz escorrendo. As dores no corpo me irritam. Combinar com uma semana de antecedência um programa que eu tava animadona pra ir e não conseguir ir, me irrita demais. Me irrita eu me olhar no espelho quando eu acordo e parecer uma ursa nervosa. Não gosto que me façam perguntas: Quer comer? Quer tomar remédio? Quer chocolate? Quer água? Nessas horas não tem que me perguntar, meu raciocínio não tá bom, e eu tô sem saco pra porra nenhuma. Tem que levar e eu apenas sigo o fluxo. Me irrita me sentir uma inútil na frente desse computador. Me irrita saber que todos os meus amigos estao juntos na noitada e eu tô em casa, impossibilitada. Me irrita muito quando não acreditam que eu tô doente, ou quando fazem pouco caso. Me irrita quando me mandam msg 10 horas da manha perguntando se eu melhorei, e meu celular fica berrando na sala, o que faz com que eu acorde pra desligar e não consiga mais dormir. Me irrita quando não se importam e me irrita se se importam. Tudo me irrita.

sábado, 28 de agosto de 2010

Gostos e Contragostos.

Há um tempo venho refletindo sobre a imagem que eu insisto em passar para os outros de uma Raquel festeira, que adora sair, fazer noitada, beber, dançar, seduzir... ok, eu também faço isso, mas eu não sou SÓ isso.

Também adoro ficar final de semana em casa, curtindo a minha família, vendo dvds, na internet, na piscina. Gosto de fazer programas em família: meu irmão sempre faz jantar japonês pra gente, almoço e café-trink na casa do meu avô, festas de família, de criança, de bodas de prata, de 80 anos... Amo ler livros, principalmente sobre a minha religião, espírita-kardecista, na minha casa tem bastante, mas na casa da tia Daisy, tem cada livro.. um melhor que o outro, dá vontade de ler tudo ao mesmo tempo! Amo ficar embaixo do edredon, comendo trakinas ou kinder tabletes. Não sou muito de ver T.V, fico tranquilamente 6 meses sem nem ligar o aparelho. Adoro os churrascos no seu Alvim, onde eu reencontro meus amigos do Ensino Médio, sempre com muito pagodinho. Amo os aniversários de Marcela, Vivi, Juju, que são as únicas datas do ano que nos encontramos, mas quando a gente se encontra a sintonia é sempre a mesma e parece que a gente se viu ontem, exceto pela quantidade de babados pra contar. Adoro ir pra faculdade e encontrar meus amigos, o Thi e a Lisa, e sempre a gente emendar rodando horas no plaza, indo no outback, comendo no yakissoba etc. E quando a aula é boa, e o professor é bom, adoro prestar atenção, do contrário, assinamos a lista e descemos pra conversar e rir um pouco. Adoro ser caixa da dança do ventre e ver Dudu bêbado fazendo palhaçada e falando um monte de besteira.. Eu amo ensaiar e fazer as peças do papel crepon. Eu amo estar no palco e depois ir comer uma pizza e comentar a peça inteira, os erros, as coisas engraçadas, os micos, a intervenção da platéia... Amo ir pro woodstick, sorveteria, esquina, com Dudu, Maninha, Nino, Guima, Kin, Willy, Bia e Marcelo e gargalharmos o tempo todo. Adoro ir pro zagatti em dupla com a best e conversamos muito, sobre tudo, criarmos várias teorias, e, o melhor, fazermos graça de tudo, toda catástrofe que acontece, todo problema, toda discussão que a gente tem, o humor é sempre o nosso maior aliado. E o meu maior hobby é ir ao cinema, quase toda semana eu vou, e só não vou mais por falta de opções. Adoro filmes de ação, comédia romântica, romance e comédia.

Ah, e não vou ser hipócrita. Não gosto de escalar lugares, costão, morro, montanhas... Não vejo sentido!! Vista por vista, tem lugares lindíssimos que você pode admirar no mesmo nível do mar. Tenho certeza que nada lá em cima é tão fantástico que vai me surpreender a ponto de eu dizer: é, valeu a pena eu ter me machucado e me arranhado toda, corrido risco de vida pulando um penhasco, me cansado,  ser comida viva por mosquitos,ter passado por cobras, estar com o ar rarefeito e a minha asma atacar, pra ver essa linda vista. Não me chamem para isso, eu não gosto e não vou. 
Não vou dizer que eu não gosto de praia, mas eu tenho uma piscina na minha casa e não tenho carro, logo o mais viável é sempre ficar no conforto do lar e deixar a praia pra outro dia (que nunca chegará). 
Também não gosto de entrar na cachoeira, pq geralmente a agua é muito gelada.e eu sempre acho que eu vou pisar em algum bicho, ou sei lá, bate várias neuroses, que vai vir uma tromba d'agua e vai me matar... eu até admiro quem entra, acredito realmente que a agua da cachoeira renova as energias e tal, mas quando eu me deparo com uma, no frio de Penedo, eu automaticamente esqueço toda essa baboseira e não entro de jeito nenhum. Mas o pior são meus pais que me obrigam a entrar, eles tem dificuldade em assimilar que eu não me sinto bem entrando numa água congelando e com ausência de sol, porque as malditas árvores cobrem tudo. Nada contra as árvores, mas nesse caso elas foram malditas porque cobriram o sol.

Lá em casa eu sou o patinho feio da família total. Minha família ama viajar, de preferência pra serra, montanha, lugar bem frio, tipo Penedo, Friburgo, Petrópolis, Ouro Preto etc. Mas quando eu digo que eles amam viajar, eles realmente AMAM viajar! Economizam em tudo pra viajar, não compram roupa, diminuem os restaurantes, vão em supermercados mais baratos, tudo pra chegarem no objetivo final deles. Viajar. E meus irmão amam! Adoram esses programas meio cults e amam a natureza. E eu, ao contrário, não sou muito fã dessas viagens, porque eu considero essas viagens pra lá de incômodas. O frio me incomoda demasiadamente. Só de lembrar que em Ouro Preto eu tinha que acordar as 8 da manhã pra tomar café da manhã, do outro lado do hotel, com temperatura 7º C, dá vontade de chorar. Depois do café da manha, a gente ia visitar igrejas (isso mesmo no plural) visitamos todas, do Aleijadinho, de Maria Madalena, de São Cosme e Damiao, mais de 8! Detestei essa parte! Escalamos não lembro o que também, só sei que escalamos. Nem preciso dizer que não gostei dessa parte também. Visitamos grutas, vimos cinema da década de 50, andamos de trem e fomos para uma cidade vizinha chamada "Mariana", muito bonitinha, e fria.
Á noite, eu e meu irmão e às vezes minha irmã, íamos pro barroco, o único bar da cidade, cheios de universitários, mas não eram universitários bonitos e com cara de mauricinhos não, aqueles pareciam que tinham acabado de chegar de um confronto entre Palestina e Israel.

Putz, eu comecei falando de uma coisa e acabei falando de outra coisa completamente diferente! Que título que eu coloco agora? haha Aiii eu tb nunca sei como terminar um post...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pra que mentir?

Como alguém pode ser tão cruel em iludir, ludibriar, enganar, mentir ou se empolgar e dizer que AMA, que é a mulher da vida, que é sua namorada, que é a mais linda do mundo, dedicar músicas, fazer planos, promessas, ter crises de ciúmes, fazer juras de amor e no dia seguinte só deixar o pó? Dizer que não foi nada disso é muito fácil, que nunca houve um namoro também é muito fácil. Será que foi culpa minha? Ou será que foi fantasia minha? Não, não foi. Foi real. Eu o apresentei à minha família, aos meus amigos, abri a minha vida, a minha casa, as minhas paixões, os meus segredos. Eu me apaixonei. Eu conheci a família dele, fiz amizade com as irmãs dele, com os amigos dele, frequentei a casa dele, escutei dele que me amava e que eu era a princesa dele e que ele nunca, nunca, nunca iria me perder, que a minha viagem e a viagem dele não ia abalar o nosso amor, etc, etc, etc. ilusão, ilusão, ilusão.

Começo a me preocupar, quase que me convencer que se tratou esse tempo todo de um sociopata, visto que o caso citado não aconteceu isoladamente e sim com TODAS as meninas por qual esse indívíduo se envolveu, ou melhor as envolveu. O perfil é o mesmo: meninas mais velhas, bonitas, independentes, inteligentes e exóticas. Ele é lindo e é a pessoa mais carismática, mais encantadora, mais engraçada, mais perfeita que existe. Não tem como escapar. Até o coração mais calejado, cai no conto do teenager ingênuo e brincalhão, que te coloca nas alturas e faz voce sentir a pessoa mais especial que existe. É indecifrável. Já quebrei a cabeça, já perdi o sono inúmeras vezes, já chorei de engasgar. Não consigo ter certeza de nada. Ou ele é a pior pessoa do mundo, um devorador de corações, ou ele simplesmente não tem noção do estrago que ele causa a esses coraçõezinhos. Quanto maior é a altura, maior é a queda. Me perdoe o clichê, e eu saí muito machucada.

E acho que o que mais me intriga, é a ausência de diálogo sobre tudo que aconteceu. Ficou tudo no ar. O ponto final, o definitivo, aquele que você explica as razões, o que aconteceu, o que nao deu certo, não houve. Em seu lugar, ficou o vazio, o silêncio, a falta de explicação e uma série de indagações. Isso faz parte do jogo. Deixar sempre em aberto. Ele fez isso com todas também. Vira e mexe, fala alguma gracinha e fica me arroizando no msn, orkut, e, não vou mentir, meu coração por um momento se enche de esperanças. Claro, eu sou humana, tenho sentimentos. Meu cérebro sabe tudo perfeitamente. Mas quem disse que meu coração se dá com meu cérebro? Muito pelo contrário, eles são inimigos ferrenhos e de longa data. 

Talvez ele seja imaturo ou talvez ele não tenha é caráter mesmo!! Também cansei de ficar pintando essa historia toda de cor de rosa.

"Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos, sem rancor (...) Pra que usar de tanta educação pra destilar terceiras intenções..."

D.R

Na boa, eu acho que eu desaprendi a ser mulher quando o assunto é D.R (Discutir a relação). Eu simplesmente não vejo mais sentido em certas coisas que as minhas amigas me contam. Como já disse, gosto de ser sucinta em tudo, até nisso. Não me vejo hoje em dia me alongando, tirando satisfações, falando do que gostei ou deixei de gostar com alguém que eu esteja ficando ou namorando. 

Na verdade se eu não gosto de uma coisa ou sinto ciúmes eu nem falo porque eu sou muito orgulhosa, ou se algum dia eu falo, não vai passar de uma ou duas frases. Eu em primeiro lugar acho que quando a mulher puxa uma D.R ela já tá se humilhando, se diminuindo, colocando o homem em um pedestal, e eu sou contra! Eu tenho certeza que quando a mulher puxa uma D.R, o homem adora (nos primeiros 10 min, depois, ele quer que ela vire uma pizza). Na minha opinião ter DR está para dar moral para o seu parceiro assim como Bruno está para o assassinato de Eliza Samudio. À partir do momento que você briga, você automaticamente coloca o homem numa posição acima da sua, afinal a pisada foi você, a magoada, a vitima foi você. Ele é o fodão que te sacaneou, ou que tá com a ex no pé dele. Fora, que ele sente o singular gostinho, de saber que ele tem o PODER de te tirar do sério, de fazer você se humilhar pedindo explicações que não se explicam.

Eu não consigo mais ter D.Rs exageradas, como eu tinha com meu ex quando eu era adolescente. E fico impressionada de ver pessoas de 24, 25 anos tendo esse tipo de comportamento que só de olhar, eu sinto náuseas e me leva à exaustão. Acho que D.Rs constantes, repetititvas com pitadas de dramatização/vitimização são um meio eficaz para zicar e desgastar um relacionamento. E o pior, é que, na grande maioria das vezes elas são inócuas. Eu sei que pareço até um homem falando, mas eu penso assim.

Outra coisa que, pra algumas mulheres é normal, mas eu nunca fiz e nunca vou fazer é brigar com mulher por causa de homem, nem brigar, nem responder, nem me rebaixar, nada. No máximo, parar de falar. Eu sou da teoria que quando uma outra mulher está querendo disputar ele com você, o homem é sempre o culpado. Não se engane! Claro que tem muita mulher sem ética, que adora um homem namorando, casado e afins, mas se a situação chegou nesse ponto, ele deu confiança e não foi pouca não, foi um balde. Logo, eles se merecem. O ideal é não brigar, não discutir, não se descabelar. Quando eu me decepciono, eu não falo absolutamente nada, eu sumo. É a minha defesa. Talvez eu esteja redondamente enganada e descubra que o melhor mesmo é gritar, se descabelar, bater, xingar, cuspir. Mas eu acho melhor, torcer meu pâncreas para não esboçar nenhuma reação só pra não dar o gostinho do poder pra ele. Jogo ou não, é assim que eu sei fazer. De outro modo não sei.

Pessoas egocêntricas!

Gravei hoje, como figurante, durante 12 horas, pra ganhar 60 reais daqui há 2 meses. Não sei porque eu fui cair nessa CILADA. Tô com muito sono, cansada e estressada...

Mas preciso deixar aqui a minha insatisfação com tal tipo de gente! Sinceramente eu não sei o que é pior, homens egocêntricos ou mulheres egocêntricas. Considero que ambos são igualmente detestáveis, cada qual com suas particularidades de gênero. Os homens me irritam, quando o egocentrismo está relacionado a total falta de percepção com o outro. Geralmente está associado ao egoísmo. As mulheres, por sua vez são egocêntricas no sentido de achar que só o problema delas importam e os problemas delas são os maiores do mundo. Geralmente está associado também a mulheres convencidas ao extremo. Como eu não suporto e ultimamente estou com pavor dessa raça! Sem saco mesmo!

É óbvio que em uma amizade é natural que os amigos falem de seus problemas - mutuamente. Porém quando só você fala, constantemente e repetidamente a mesma coisa e não se interessa pelos problemas do outro, ou então finge que se interessa, mas rapidamente contorna a conversa pro assunto ir parar novamente no seu problema, sinceramente essa pessoa precisa de tratamento, de psicólogo, psiquiatra, reza forte, ou mesmo fazer um blog.rs

Alias, um dos motivos de eu ter feito esse blog, foi justamente não querer sobrecarregar os meus amigos com os meus problemas de concurso público, relacionamentos amorosos, faculdade, emprego, carreira teatral, etc. Gosto de falar com os meus amigos sim, claro, afinal não vai ser um blog que vai me dar conselhos, mas antes disso eu acho que hoje, eu aprendi a respeitar o espaço e o limite de cada um. Não vou fazer com os outros o que não gostariam que fizessem comigo. Não vou ficar alugando durante horas e horas o ouvido dos meus amigos com a mesma ladainha. Procuro ser o mais sucinta possível e de preferência contar a história de forma mais agradável possível. Acho que isso é primordial quando se fala em amizade. É muito egoísmo e total falta de percepção, como citado acima, achar que só a sua vida importa, que você é melhor que todo mundo, enfim, isso me tira a paciência! Prontofalei!

Ps.: Fiquei dois dias sem postar e senti mtamtamta falta! tinha muita coisa pra falar, mas agora, esvaiu-se. =/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

culpa?

Bom, se eu sinto alguma culpa, não é pelo o que faço às escondidas, não é culpa por estar me dedicando a uma experiência oficialmente reprovável : é culpa por não sentir culpa alguma.
Por estar achando tudo condizente com meu grau de exigência em relação ao aproveitamento do meu tempo, condizente com a minha fome,que nunca foi de comida, mas de vivência. A pergunta que mais faço é: pq não? Já chutei o balde mesmo (há muito tempo). Agora quero aproveitar ao máximo essa experiência que eu to vivendo. Pensando bem, eu só tenho 22 anos. Tudo é passageiro. Tudo é perdoável.

Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e sei como funciona a lei das compensações. Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração incluído, consciência concluída. Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja preparando a minha defesa,caso alguma coisa não saia como esperado. O que eu espero? Não espero nada. Espero tudo. Estou à deriva nessa aventura.

Quero olhar pra trás e dizer que eu me joguei, que eu fiz tudo que eu queria. Sim, um pouco egoísta da minha parte pensar assim, mas se for de outra forma eu não vivi, não fui completa. Não se consegue atingir a maturidade se não se tem experiências boas e ruins. Hoje percebo como as ruins são necessárias. Imagina se eu nunca tivesse amado? Se ninguém nunca tivesse me amado? Se eu nunca tivesse me apaixonado repentinamente e vivesse aquilo de forma mais avassaladora possível? Se eu nunca tivesse me machucado? Se eu nunca tivesse decepcionado alguém? Se eu nunca tivesse que pedir desculpas? Se eu nunca tivesse brigado? Se eu nunca tivesse caído de bicicleta? Se eu nunca tivesse feito uma peça sem ensaio? Se eu nunca tivesse bebido e morrido de vergonha no dia seguinte? 

O que teria sido a minha vida afinal? um marasmo sem sentido e sem emoção do qual eu me arrependeria amargamente anos depois. Culpa? Eu? Hoje não. Hoje, eu quero mais é que o mar pegue fogo pra eu comer peixe frito! haha

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mulherzinhaa!

Aiii, uma coisa que eu A-M-O é me cuidar! Fazer programa de mulherzinha mesmo. Shopping, nem preciso dizer que é o quintal da minha casa. Eu amo ir no salão, claro, mas como a grana tá cada vez mais curta e a maioria das coisas eu aprendi a fazer, eu quase não vou ao salao, faço tudo em casa mesmo e é uma verdadeira terapia. 

Uma vez por semana eu faço "o dia da beleza". Fico o dia inteiro me cuidando. Geralmente é quando eu to me sentindo a "baba do mendigo" no dia anterior aí no dia seguinte eu acordo super inspirada a me "ajeitar toda". Geralmente também é quando não tem ninguém em casa. Me sinto mais a vontade pra curtir esse dia que é só meu, aí aproveito e coloco um som bem alto que é pra empolgar no estilo bem brega que vai de Spice Girls à Sertanejo!

Quando tem sol, eu começo pegando sol e ficando queimadinha, dourando os pêlos na piscina, (quando eu tô na disposição mesmo - o que é raro, pq eu odeio malhar bunda - ainda dou umas bombeadas com pesinho na bunda, faço umas 3 séries de 20 e depois 4 series de 20 na panturrilha.) Esfolio meu rosto com mel e açucar cristal, e passo creme de hidratação no cabelo ainda seco. depois tomo um maravilhoso banho, me depilo toda, passo sabonete de pétalas de flores, shampoo e condicionador do boticário duas vezes pro cabelo ficar bem cheiroso. Depois do banho, coloco um baby doll me hidrato toda, que nem o comercial do monange que a Xuxa acaba com o pote todo de tanto que ela se empasta daquilo! Depois faço a unha, de preferência de vermelho, vinho e afins, faço a sombrancelha, escovo o cabelo, fico horas escovando o dente e passando todos os produtos que tem em casa para a saúde bucal, passo ou o 212 da Carolina Herrera ou Tommy Girl da Tommy Hilfiger, boto uma roupa bem bonita, um salto alto, faço uma maquiagem mais pro nude, sem destaque pros olhos e saio de casa pra encontrar meus amigos. 

Depois dessa maratona de beleza e cuidado eu me sinto outra pessoa, rejuvenescida, reinventada, mais feminina, mais confiante, mais de bem comigo mesma...Se alguém me perguntar o que eu prefiro, se é fazer meu dia da beleza ou sair com os meus amigos, sinceramente vou saber o que responder. E todo mundo sabe que eu AMO sair com os meus amigos! Espero que eu nunca tenha que escolher rs.

Crise dos "20".

Aiii sinceramente, tô de saco cheio dessa história de fazer concurso público. É pedir pra se frustrar! Eu saí da prova feliz, achando que a bendita tava fácil e tal... quando eu fui conferir com os meus amigos na saída, eu vi que eu errei um monte!!!! É sempre assim!! afff...

Eu tô vivendo uma verdadeira crise de identidade nesse momento da minha vida. Não foi a toa que eu fiz esse blog, pra eu despejar aqui tudo que eu quiser e sentir e precisar! Sem limites! Escrevo do meu jeito, porque ninguém nunca vai ler essa joça mesmo...

A pior coisa que tem na vida de um jovem, é ele sair da faculdade. Simplesmente quando você tá na faculdade é claro que você tem os seus problemas, mas você nao fica que nem cego em tiroteio sem saber o rumo que a sua vida vai tomar. Na faculdade as coisas são simples, não tem muito mistério. Você pega a matéria, faz a matéria e de preferência passa na matéria. Quando a faculdade acaba, você olha pra um lado, olha pro outro e pensa: "puta qui pariu, o que que vai ser da minha vida?" É que desde crianças a gente tem um ciclo que geralmente não tem nem como fugir: voce vai pra creche, da creche pra escolinha, da escolinha, ensino fundamental, ensino médio (alguns pré vestibular) faculdade e ponto. Voce vai passando por todos esses estágios sem nem se dar conta, você segue o fluxo. 

Quando você sai da faculdade o que reina é a política do "Se vira, malandro". O ciclo acabou, agora você tem que arrumar um emprego PRA ONTEM! E isso é algo bem tenso, porque quando você está na faculdade, seus pais são uns amores, não te cobram nada, nem se importam se você faltar, (ao contrário do Ensino Médio, que todo dia meu pai me acordava aos berros pra eu nao chegar atrasada no colégio. Eu podia inventar qualquer desculpa, que se eu faltasse ele ficava com ódio de mim o dia inteiro) mas quando voce pisa o pézinho fora da academia de estudos, você sente imediatamente o peso da responsabilidade de conseguir o "tão sonhado" diploma. 

Cada mês que voce fica desempregada, cada concurso que você nao passa, cada entrevista que você nao é aprovada, é uma bigorna que cai em cima na nossa cabeça. Não tem como esconder que a desmotivação já é algo comum. Você já não sabe se é aquilo mesmo que você quer pra sua vida, se você começa outra faculdade, se faz curso pra concurso, se faz pós, se você vai viver da arte, se vira hippie, se casa com um homem rico de 80 anos e espera ele morrer... é, acho que tô vivendo a crise dos "20". existe? bom, se não existe eu acabei de inventar rs.

tá, tudo bem que eu to exagerando um pouco, pra variar, porque na verdade eu nem terminei a faculdade ainda, ainda falta eu entregar a monografia. oficialmente só me formo em novembro de 2010, mas, percebe-se, já estou sofrendo tudo por antecipação!

domingo, 22 de agosto de 2010

Valeu a pena!

Deu certo!!!! Depois daquelas minhas piruetas todas virtuais pra fazer meu amigo me desculpar, eis que finalmente hoje, 2 dias depois, recebo um depo dele dizendo que tudo bem que era só pra eu nao fazer mais isso. Mais uma vez mandei outro depo pedindo desculpas e concordando com ele, dizendo que eu reconhecia que esse, era realmente um péssimo hábito, e que eu ia mudar!
EEEEEEEEeeeeeeeeeEEEEEEEEeeeeeee
Tô mais feliz agora! =)

É que eu tô sem namorado e tô descontando nos meus amigos todo o meu lado impulsiva/passional!
Só espero que eu não me exceda e não cometa nenhum homicidio triplamente qualificado!rs

Que Zica!

Aiii, hoje tive uma noitezinha/diazinho zicado!

Eu tinha ido sábado pra casa da tia da elisa em botafogo pra eu dormir cedo, acordar um pouco mais tarde, e ir fazer a prova tranquila ne´? perfeito! 
do nada, meia noite e meia, eu tomo um susto sozinha
ai elisa: o que foi?
ai eu: vc nao vai acreditar
ai ela: medo.
ESQUECI A MINHA IDENTIDADE EM CASAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
 pausa, gargalhadas nervosas das duas, vontade de chorar, desespero, raiva...
 a gente até ia fazer um B.O, dizendo que a gente tinha sido assaltada e levaram todos os meus documentos (normal, já fiz isso antes. rs) mas nao ia adiantar, eles poderiam não aceitar, e eu ia ficar sem fazer a prova, enfim...

 Tive que voltar meia noite e meia pra minha casa em itaipú, que é far far far far away da zona sul
 e pior peguei o 996 uma da manhã, lotado, nao entendi nada! vim em pé, fora o dinheiro de passagem que eu gastei nessa brincadeirinha desnecessariamente. Cheguei em casa 2 da manha, mas eu  já tava tao nervosa e estressada que nao consegui dormir de jeito nenhum!
 eu so pensava: eu tenho 4 horas pra dormir, eu preciso dormir, eu preciso dormir, eu preciso dormir...
 ai depois, eu so tenho 3 horas pra dormir, nao vou conseguir fazer a prova!
 eu sou tenho 2 horas pra dormir, eu nunca vou passar!!!!
 só conseguir dormir de 5 as 6, foi horrivel, noite dos horrores total!

Ah, e antes de tudo isso acontecer, eu e elisa fomos num barzinho em botafogo pra tomar um chopp, pra gente chegar em casa e dormir mais rápido... do nada, eu gesticulei alguma coisa e poft. eu quebro o copo! O bar era pequeno, (e super bem frequentado) todo mundo olhou, todo mundo mesmo! e ficaram olhando, só pra eu ficar mais constrangida do que eu já tava. Em seguida, sentaram 2 mulheres atrás de mim que eu fiquei com inveja e recalque! As garotas eram loiraças e em pleno inverno estavam com um bronzeado que eu nao consegui atingir nem nos meus tempos de viajar um mês pelo nordeste!!! Eu tava me sentindo a "Zica da Mangueira" perto da "Scarlett Johansson". Fora, que como eu já disse, o bar era DEMASIADAMENTE pequeno, quando eu fui no banheiro, esbarrei na mesa de todo mundo, derrubei o cardapio de outra mesa... ( e eu tava 0 bêbada) Eu queria ir embora, foi me dando uma síndrome do pânico, sei lá,  eu só queria ir embora dali, queria voltar pra Niterói... Eu sou muito provinciana mesmo, só me sinto bem com os meus amigos, com os meus conhecidos, adoro sair em Niterói e encontrar todo mundo, falar com todo mundo, socializar (com os meus conterraneos, lógico), quebrar um copo e um amigo meu da outra mesa me zoar pra caramba, se levantar e ir me dar um abraço e um beijo e descontrair o ambiente! Segregação sócio espacial, eu apóio! rs

Só pra completar, assim que eu cheguei em casa, duas da manhã, liguei pra 1001 pra perguntar se o ônibus que ia pro centro do rio passava domingo na frente da minha casa. A vaca da atendente com aquela voz anasalada disse que sim: "vai estar passando com intervalos de 40min a uma hora, senhora". Eu ainda disse: "Tem certeza que passa? Amanhã é domingo" (pq minha irmã já tinha falado que não passava domingo) Ai a vagabunda: "Eu sei disso, senhora, a frota vai estar começando as 4:10 da manhã". Beleza, acordei 6 horas da manhã, pra esperar o onibus passar. 12 graus, serração. fiquei 40 min lá e nada. liguei pra lá de novo, uma outra atendentente me disse que domingo o ônibus não passa. ótimo!

Ps.: Um prédio inteiro, com 16 andares, 12 salas por andar e uma média de 40 pessoas por sala. todos competiam algumas vagas comigo. Super motivador, não?

sábado, 21 de agosto de 2010

Catarse particular.

Começou com uma brincadeira, um passa tempo, uma válvula de escape pra compensar um "namoro" que acabou repentinamente e do qual eu saí muito machucada. Mas antes do que eu pensasse, o sentimento chegou, eu estava fragilizada, misturei as coisas, me apaixonei e depois me desapaixonei, tudo aconteceu muito rápido e hoje estou presa há seis meses numa verdadeira roda gigante cheia de jogos, expectativas, decepções, ciúmes, falta de diálogo, e uma constante insegurança.

Eu sempre acho que eu nunca estou bonita o suficiente pra ele, que eu não sou inteligente o suficiente, cheirosa o suficiente, magra o suficiente, com o cabelo liso o suficiente, talentosa o suficiente, nada o suficiente. Ele tem o poder de me fazer calar. Ele nao sabe quem em sou. Ele pensa que me conhece mas ele só conhece a minha superfície. Tenho certeza que ele não gosta de mim. Me sinto transparente, parece que ele olha através de mim. Não se interessa pelas minhas coisas. Insensível, galinha e orgulhoso (tudo que eu detesto em um homem) é incapaz de me elogiar, de falar coisas bonitas de enxergar alguma coisa positiva em mim. Eu aprendi a esconder todas as minhas emoções. Eu fingi pra ele que não estive apaixonada, eu finjo que não fico magoada quando ele fura comigo ou quando ele dá em cima de alguém na minha frente, eu finjo que está tudo bem, eu finjo que não me importo, eu finjo que não fico com raiva de tudo isso, dessa frieza, dessa distância, desse vácuo, desse abismo que se abriu entre a gente.

Agora, Raquel, umas perguntas meio óbvias:
Por que causa, razão, motivo ou circunstância você ainda está com ele? Por que você se tornou uma pessoa tão medíocre, capaz de estar com alguém sabendo que esse alguém não é apaixonado por você? Por que você continua nessa relação doentia, que não tem futuro nenhum e que só te faz mal e te decepciona constantemente? Por que você precisa a qualquer preço que ele goste de você, que ele olhe pra você? O que afinal você quer provar pra ele? O que afinal você quer provar pra você mesma? Será que o seu ego é tao inflamado que você nao aceita que alguém simplesmente não te queira, ou te queira e só? 

Ele me conhece há muitos anos, ele sabe a resposta, por isso joga comigo e com as minhas inseguranças como um profissional. Ás vezes eu penso que é por comodismo que eu não me desvencilho disso. Sabe, preguiça de conhecer alguém novo, alguém legal. Eu nunca gosto de ninguém, sempre acho todo mundo muito chato ou feio ou sem graça ou burro ou desinteressante ou tudo isso (Acredite, existe!). Então eu vou vivendo nessa mediocridade eterna até eu pegar o leme da minha vida e virar de uma vez esse barco que está afundando há muito tempo.

É unanimidade entre os meus amigos que eu tenho que dar um basta nisso. Mas, ah se eles soubessem como é difícil resistir. É impossível. Ele não aceita um não como resposta. Me domina e me possui pois já é inerente a nossa relação. Ele tem a hegemonia. Me sinto sempre culpada por alguma coisa, porque eu nao liguei, nao mandei msg, pq eu fiquei chateada e fui fria com ele, porque nao fui visitar ele quando ele ficou doente... É mais fácil colocar a culpa em mim do que admitir que ele me tratou indiferente por um único motivo: Não gostar de mim. E como isso me incomoda, isso fica martelando na minha cabeça: 'Ele não gosta de você e você tampouco é apaixonada por ele, porque que você ainda se sujeita a isso?" Qual é o sentido? Quem olha essa situação, com certeza pensa que eu tenho um édipo mal resolvido. Ou a necessidade de ter um algoz para me punir de algo que eu tenha feito na infância e que eu ache inconscientemente que eu preciso dessa punição. Pura psicanálise.

Ele vai embora e sabe que eu vou atrás. Que vergonha, nunca pensei que faria tal coisa. Nunca o fiz. Sempre me respeitei, sempre tive amor próprio, sempre fui orgulhosinha, nunca dava o braço a torcer por mais que eu amasse qualquer namorado meu. E hoje me encontro nessa humilhante situação. Essa não sou eu. Ou sou? Será que no fundo eu nunca quis ser a megera? A mandona? A decidida? A resolvida? A independente? Eu sempre quis ser a vítima? A Amélia? A carente? A que abdica dos seus sonhos pelo seu homem?

 ...


Não! Não! Mil vezes não!

Tenho que me libertar disso ou virar esse jogo (sinceramente, acredito mais e até prefiro a primeira opção). Sou capricorniana, terra, super realista, tenho uma certa facilidade em enxergar os fatos sem pintar de cor de rosa. É a minha essência que é somada às minhas vivências. Além disso, tenho amigos verdadeiros, que não me iludem, falam a verdade por mais que não seja a que eu gostaria de escutar e eu valorizo mto isso neles. Eles são essenciais nesse processo que eu estou vivendo de busca de ruptura com essa relação.

E agora?

Aiiii, sabe quando você faz uma besteira tão grande que nao sabe nem o que fazer pra tentar se redimir?? Putz, bebi demais, falei demais. Esse defeito que eu tenho é horrível. quando eu bebo, a válvula que separa "o que se pode falar" e o que "nao se pode falar", some, e eu falo absolutamente tudo o que vem à minha cabeça. Agora, um grande amigo meu está chateado comigo por que eu falei algo que ele me disse, pra alguém que não deveria saber. Não citei seu nome, óbvio, mas ficou implícito. ou seja: Confusão armada!
Às vezes, essa história de expor, pode ser das mais desastrosas...
Só consigo me lembrar da música do chico: "Cálice" rs

ps.: Eu disse no começo que eu nao sabia o que fazer pra tentar me redimir né? pois bem, comecei mandando um depo pedindo mil desculpas, scrap com um ursinho carregando flores e pedindo desculpas, postei no meu face em letras garrafais "FULAAAAAAAAAAAAAANOO, ME PERDOOOOOOOOOOOOOOOOOOA" comentei em todas as fotos dele, dizendo que ele era lindo, mt lindo, bonito, belo e afins... ah, e claro, liguei pros nossos amigos pra eles darem uma forcinha, né? hehehe
Nessas horas, eu aprendi com a minha best, que você tem é que enfiar o orgulho no cú e fazer de qlk jeito seu amigo te perdoar! Afinal, ele é muito importante pra você!

ps2.: Se nada disso der certo, e pelo que eu o conheço, ele vai querer ficar uma semana fazendo "doce", eu vou apelar: vou dizer que amanhã eu tenho um concurso muito importante (e é verdade) e eu nao posso ir fazer a prova com nenhum assunto mal resolvido, senao é capaz de eu nao conseguir me concentrar na prova e não passar!!! hehehe. A minha best utiliza um argumento parecido, ela diz que nao pode ir á igreja se ela estiver brigada com um irmão dela. Aí eu, na minha imensa bondade (oi?), volto a falar com ela! =)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Who Am I?

Ai meu Deus! Hoje entro em um mundo novo, um mundo de procura do  auto-conhecimento, de críticas e de auto-críticas, de gostos e besteiras, de reflexões e indagações, de expor sentimentos, frustrações, felicidades, amores - por vezes não correspondidos- enfim me expor, expor um eu que talvez eu mesma nem conheça. Que ótimo! Alguém tem a noção exata de quanto isso é maravilhoso e esplêndido? Sinto que vou amadurecer e aprender mais sobre mim mesma a partir do momento que eu sistematizo e sintetizo as minhas ideias antes tao desconexas e sem visibilidade até mesmo pra mim.

Se alguém, algum dia vir a ler isso, peço que me perdoem por talvez não contribuir de uma forma menos egoísta, pois antes de mais nada, é algo necessario à mim e somente à mim. Há um tempo estou querendo preencher essa lacuna da minha vida. Quem é realmente a Raquel? Não digo a Raquel de aparências, essa, meus quase 900 "amigos" no orkut sabem de cor e salteado. Digo a Raquel muito além das fotos, farras e gargalhadas...

No começo, creio que não seja tão fácil vencer as amarras da hipocrisia e do falso "está tudo muito bem,  estou feliz e muito bem SEMPRE ". Não me considero uma pessoa hipócrita, mas com certeza falta uma certa verdade quando eu respondo que "tá tudo bem", mesmo que meu coração esteja em frangalhos e que eu tenha acabado de tomar um pé, ou tenha tido uma grande decepção no área profissional, ou tenha brigado com meus pais a ponto de chegar no trabalho com a cara toda inchada e eu não me permitir desabafar, porque acho que ninguém ali se importa com a minha vida. Mas, é claro, a imagem que eu passei e passo para todos até hoje é da Raquel poderosa, a que nunca se abala, a que está sempre rindo. frustrações? Ninguém quer saber. Neu eu mesma quero! E muitas vezes em um movimento de defesa, minto e utilizo subterfúgios para não admitir que eu as tenha. Mas já era, tudo que aconteceu na minha vida, virou cicatriz. Chega de tentar fugir dessa realidade!

Estou muuuuito ansiosa, entusiasmada e feliz !! Preciso e quero muito isso. Essa total falta de limites para expor tudo o que vem de dentro de mim (Sem trocadilhos, por favor.rs)